Pequenos investidores impulsionam Mercado Habitacional

Segundo o inquérito mensal Portuguese Housing Market Survey (PHMS) de setembro, feito pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário, a procura de casas no mercado de compra e venda tem vindo a aumentar, confirmando a recuperação contínua do mercado. Um aumento da procura que tem sido impulsionado pela entrada de pequenos investidores no mercado imobiliário.

Ricardo Guimarães, diretor da Ci, considera que «o maior interesse dos pequenos aforradores pelo mercado imobiliário deve-se ao facto destes percecionarem maior risco de investimento noutras classes de ativos e é também uma forma de proteção face a problemas na Banca, como os ocorridos recentemente», refere num comunicado de imprensa.

Este relatório agora divulgado, respetivo a setembro, destaca que o mercado de compra e venda de casas segue a sua rota de recuperação, embora o aumento da atividade ainda não tenha tido reflexo nos preços, que seguem estáveis. No entanto, os promotores inquiridos notam uma recuperação dos preços, e os mediadores uma descida.

No que concerne o índice de confiança, este passou de +23 para +9, embora parte da queda resulte do forte aumento de 10 pontos verificado no mês anterior, e também do enfraquecimento das perspectivas económicas na Zona Euro.

Já no que toca ao arrendamento, a procura por parte dos arrendatários também subiu, mas as instruções dos proprietários desceram de forma acentuada, desacelerando o ritmo de queda das rendas, que agora caem ao ritmo mais lento já registado. A explicar este facto está um excesso de stock no mercado de arrendamento, uma vez que a maioria da oferta não corresponde às expetativas de quem procura casa. Procura este que aumentou especialmente em Lisboa e no Algarve. No Porto, as rendas continuaram a cair.

Josh Miller, economista sénior do RICS, comenta que «a atividade no mercado de compra e venda está a recuperar e os preços das casas estão a estabilizar. Porém, por enquanto, ainda não estamos fora de perigo». E completa que «a queda do índice de confiança verificada este mês relembra-nos que o mercado português continua vulnerável às fragilidades da economia da Zona Euro como um todo».

 

 

Fonte: VidaImobiliária

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